Campanha “Presos Humanos”

O sistema Carcerário Nacional



Objetivo Geral


                A campanha desenvolvida busca expor a que muitos detentos são submetidos e conscientizar a população sobre os problemas que isso acarreta em nossa sociedade. Esperamos convencer que, apesar de terem cometido crimes, merecem tratamento, no mínimo, digno de um homem.

Ideais


            Apesar de todos os avanços socioeconômicos, o  Brasil ainda é um país emergente com diversos problemas a serem solucionados. Se os serviçoes públicos não atendem às necessidades básicas da população, sua qualidade de vida não será a ideal e muitos irão recorrer a meios alternativos de sobrevivência. Não é de hoje que vemos notícias de políticos corruptos, desviando recursos públicos, impunes, e mães desesperadas, furtando comida para seus filhos, sendo condenadas a anos de prisão.
            Frente a esse cenário de pobreza das classes baixas, o sistema carcerário repleto de presos é uma consequência completamente esperada. E, desta forma, mais problemas surgem. O Brasil é hoje um dos países com a maior população carcerária do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e a China. Em um período de apenas cinco anos esta população cresceu 41,05%, ritmo não acompanhado pela infraestrutura necessária para abrigar os detentos. Hoje, segundo o Ministério da Justiça, o país apresenta um déficit de vagas superior a 167.000, equivalente a 35% desta população existente.
            O sistema carcerário brasileiro não exerce o seu papel majoritário, reabilitar o infrator para retornar a sociedade sem oferecer perigo e com condições mínimas para reiniciar sua vida. Calcula-se que, no Brasil, em média, 90% dos ex-detentos acabam retornando à prisão. O governo continua a ignorar a situação dos presos, que vivem em condições inadequadas até mesmo para animais. A situação carcerária é um problema de segurança pública grave já que os detentos que vivem neste “lixão” hoje, estarão de volta ao convívio social amanhã.
            Um país a ser seguido como modelo de sistema, é os Estados Unidos. Apesar de possuir um número expressivo de detentos, as condições de vida nas instalações mantém-se em situação ideail. Fatos impensáveis no Brasil como ser preso intensionalmente estão tornando-se cada vez mais comuns no gigante americano. Recentemente, James Verone, um desempregado , que tem sérios problemas no peito, na coluna vertebral e em um de seus pés assaltou um banco. James entrou na agência e disse para o caixa que estava armado. Então exigiu que lhe entregasse um dólar e se sentou em um sofá para esperar a Polícia chegar. Quando os agentes chegaram no local e algemaram James, comprovaram que não existia arma alguma.  Ele depois confirmou que o roubo tinha um único objetivo, mais que dinheiro, conseguir assistência médica para seus problemas de saúde.
            Em Brasília, no dia 30/11, o titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude ( VIJ ) determinou que o Caje não poderia receber mais adolescentes a partir do dia 1º /3. Entretanto, a prisão continuará a receber detentos. A decisão foi tomada pelo Juiz Titular da 1ª VIJ, Renato Rodovalho Scussel, que recebeu o Projeto de Desocupação do centro, encaminhado pelo GDF. O plano prevê a construção de cinco unidades de internação, além de propor melhorias no sistema socioeducativo. As novas unidades serão instaladas em Sobradinho, Santa Maria, Brazlândia, São Sebastião e Gama.
Apesar do projeto promover melhorias necessárias, a já famigerada burocracia para a execução do mesmo irá prolongar ainda mais a novela. Enquato isso, jovens infratores estão em condições desumanas, suscetíveis a tortura física e psicológica causada tanto pelos próprios detentos quanto pelas condições das unidades. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), "as condições degradantes do sistema penitenciário e de internação de adolescentes em conflito com a lei no Brasil podem ser consideradas exemplos de violação dos direitos humanos".
            Quando se pensa em desrespeito aos direitos humanos, associamos imediatamente a tortura. Tortura esta que, infelizmente, ainda ocorre nas instalações penintenciárias. Entretanto, a impunidade aos policiais despreparados é praticamente inexistente, já que, possuindo influência dentro do meio de trabalho, dificilmente serão punidos. O relatório mais recente da Organização das Nações Unidas (ONU) para a tortura e outras formas de tratamento e punição cruéis, desumanas ou degradantes mostra que, no Brasil, ainda persiste a "conivência de autoridades públicas com o abuso de autoridade".
O país deve investir mais em elementos básicos para seu desenvolvimento como a educação e saúde, visando reduzir o número de infratores. Sendo 95% deles de origem humilde, tais medidas promoveriam uma redução de delitos e, consequentemente, de detentos. As escolas do crime devem receber investimentos para reeducar seus alunos e proporcionar oportunidades de trabalho no futuro, ao contrário do que ocorre hoje, onde os educandos aprimoram suas habilidades criminosas. Assim, esperamos mudar a realidade de tantos jovens, que poderiam estar ajudando o Brasil a crescer, mas estão apenas gerando custos para o Estado, seja por opção, seja pela ausência dela.

Meios de divulgação


A campanha adotará os pricipais meios de comunicação social da atualidade,  twitter,  blog e  facebook. Desta forma, esperamos alastrar a ideia pelas diversas comunidades e atingir o maior número de pessoas possível. As informações estarão disponibilizadas no blog do grupo, infomarbsb.blogspot.com, e no twitter oficial, @PresosHumanos.

Ações previstas


·         Como forma de introdução da ideia, apresentaremos o trabalho como mecanismo de aprimoramento para o projeto. Novas ideias serão analisadas, aprimoradas e integradas na campanha.
·     Bem aceito pelo grupo de professores, o grupo espera divulgar a campanha  levando-a aos Trending Topics do twitter, como objetivo primeiro. Para aparecer nos TTs, será necessário a cooperação de todos que apoiarem o trabalho, divulgando #presoshumanos nas mídias sociais.
·         Com o sucesso da campanha, esperamos publicações em meios “mais sérios” de comunicação, como jornais e revistas. Além de promover passeatas estudantis para conseguir a atenção necessária dos políticos no poder.

Bibliografia


·        abcnews.go.com
·         www.averdade.org.br
·         www.cnj.jus.br
·         www.portal.mj.gov.br
·         www.tribunalpopular.org
·         www.jb.com.br
·         www.correiobraziliense.com.br
·         www.mdig.com.br

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