Como
proposto pelo Colégio Marista, fomos “investigar” mais sobre a exposição do
Islã. As obras vem do exterior e estavam expostas no CCBB de Brasília, até o
dia 3 de Julho. Honestamente, a princípio, estavamos apreensivos a respeito da
visita e do conteúdo apresentado. Fato que deve-se, em nossa opinião, a um
preconceito em relação a essa cultura, muitas vezes associda a atentados
terroristas e extremismo. Entretanto, conhecendo mais a arte e civilização
islã, nossa visão e pensamento foram alterados.
Logo
de cara percebemos que a cultura islã é abrangente e integrada, com contribuições
nos campos da matemática, astrologia, história e arte, sempre relacionada com a religião, como
veremos a seguir. Analisando apenas um elemento, podemos relacionar todos esses
campos de conhecimento. Nos tapetes, por exemplo, havia a presença constante da
simetria e referências a criação, onde eram necessários conhecimentos da
matemática e o interesse religioso, respectivamente. Era evidente também um
caráter decorativos do tapete, o que exigia um interesso artístico. Já o
domínio da astrologia era necessário para o correto posicionamento do tapete,
já que os muçulmanos devem rezar voltados para Meca.
A
cultura islâmica sempre foi muito diversificada ao não impedir que seus povos
dominados praticassem seus cultos, o que proporcionou essa variedade. Outra
forma de arte a ser destacada é a escrita do livro, a caligrafia. Sendo
extremamente complexa e variada, está presente no Corão e pode representar
graficamente um mesmo significado em diferentes representações. Comprovando sua
importância social, o calígrafo possuia papel de destaque no islã sendo
amplamente respeitado.
Tendo
como foco de vida a salvação, os muçulmanos tem uma contribuição religiosa evidente. Na arquitetura vemos diversas
mesquitas, que podiam ser observadas através de uma sala digital. Já as roupas
de alguns povos possuíam ilustações que visavam a proteção do indivíduo em sua
posse.
Apesar
de toda essa riqueza cultural, ainda é visivel, sim, alguns elementos polêmicos,
como a prática do casamento arranjado onde a mulher não tem o direito de
escolha, por exemplo. Desta forma,
após a realização do trabalho,
concluímos o quanto essa cultura é importânte para o mundo contemporâneo, mesmo
que possua os seus revés.
Por: Gustavo Carvalho
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