A notícia abaixo, retirada do site gizmodo, traz dados um tanto quanto controversos em relação ao que se pensava sobre a pirataria. De acordo com a pesquisa, há uma relação diretamente proporcional entre o consumo de produtos piratas e originais. Honestamente, não fiquei muito surpreso com os dados. Pessoas tendem a conhecer artistas, jogos, séries e programas por meio de produtos "genéricos", e ao aprovarem o produto, o adquirem em mecanismos legais. Ou investem o seu dinheiro nestes, como é exemplificado no final da matéria.
Pessoas
que baixam muito conteúdo ilegal compram mais
A legislação
anti-pirataria na França é provavelmente a mais rigorosa do mundo – pessoas que
baixam conteúdo protegido por direitos autorais podem ser desconectadas dos
provedores depois de serem notificadas. A HADOPI, agência francesa
responsável por essa fiscalização, encomendou uma pesquisa no intuito de
provar que os pirateiros causam enorme prejuízo à indústria. Mas o que eles descobriram não
batia exatamente com essa teoria.
A pesquisa dividiu as
pessoas que responderam o questionário pela quantidade de dinheiro gasto
mensalmente online com a compra de conteúdo de mídia, como música, jogos,
filmes e séries. A “surpresa”: a maioria dos respondentes que gastam mais de 20
Euros por mês diz usar a internet de maneira sabidamente ilícita – baixando
coisa ilegal. O mais interessante é que enorme maioria dos maiores gastadores
(cerca de 7% que afirmam gastar mais de 100 Euros mensalmente com mídia
digital) é formada por quem baixa conteúdo ilegal. A conclusão de Joe Karaganis,
do Conselho de Pesquisas em Ciências Sociais (SSRC), não é nada favorável à
perseguição de quem baixa tudo pela internet:
Se
a pirataria é uma ferramenta de descoberta e avaliação para os grandes
gastadores, então combater a pirataria pode reduzir a venda de mídia legal.
Outros estudos feitos em
países desenvolvidos – onde a pirataria resume-se praticamente ao download, e
não a barraquinhas de DVDs – têm conclusões parecidas. A importância deste é
que foi feito justamente por um órgão bastante severo, que gostaria de chegar a
outro resultado. Por pura observação e sem me basear em pesquisa alguma, eu
tenho impressão que aqui no Brasil a coisa é mais ou menos parecida em alguns
segmentos: as pessoas que baixam compulsivamente séries de TV são justamente as
que normalmente compram os boxes de temporadas algum tempo depois. Quem baixa
muita música pode não comprar muito CD, mas possivelmente gasta muito mais que
a média em shows. A mesma coisa não pode ser aplicada exatamente – acho – para
jogos. Quem compra jogo pirata compra praticamente jogo pirata apenas, mas isso
pode ser apenas que eu observei o comportamento “errado”. O que vocês acham?
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